Chefe da Divisão da Vigilância Epidemiológica afirma que região das missões vive surto de Dengue

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Lucas de Campos 14 abril, 2015 Fonte:

Em entrevista ao programa Aldeia Global, a chefe da Divisão Epidemiológica do Estado, Myrian Thereza Ventura Correa confirmou que a cidade de Santo Ângelo, a região das Missões e o Estado do Rio Grande do Sul estão vivendo um surto de dengue. Frisou que epidemia é quando ocorre um grande desequilíbrio com o agente causador da doença.

Ainda segundo ela, para que o Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria da Saúde, reconhecer uma epidemia da doença na região é necessário que cerca de 10% da população conforme estatística da Organização Mundial da Saúde tenha contraído o vírus. “O combate ao vetor está sendo feito de forma organizada e eficaz. Em poucos dias teremos o declínio de casos confirmados”, afirmou a médica.

Salientou a chefe do setor epidemiológico do Estado que a região das Missões possui a circulação do vírus da dengue, e que em todo o Rio Grande do Sul são 140 municípios que sofrem com a infestação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença.

Frisou que o vírus da dengue possui quatro variações: 1, 2, 3 e 4. Segundo Myrian Correa, aqui no Rio Grande do Sul, apenas foi detectada a dengue tipo UM, e todos os tipos de dengue causam os mesmo sintomas.

Explicou que quando uma pessoa é infectada com um determinado tipo de vírus, cria anticorpos no seu organismo e não irá mais contrair a doença por esse mesmo vírus, mas ainda pode ser infectada pelos outros três tipos. Isso quer dizer que só é possível pegar dengue quatro vezes.

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão se dá pelo mosquito que, após sete dias depois de picar alguém contaminado. É nesse período que a pessoa está com sua imunidade mais baixa, onde acontece a coleta de material encaminhado para exame, justamente para comprovar a existência da doença ou não.

Segundo a chefe da divisão epidemiológica do Estado, o ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.

O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de três a 15 dias para a doença se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.

Myrian Correa anunciou que hoje à tarde será divulgado boletim epidemiológico da situação da dengue em todo o Estado. Ela confirmou 71 casos de dengue em Santo Ângelo e que a vigilância ambiental da 12ª Coordenadoria está realizando o trabalho de combate ao mosquito adulto através da aplicação de inseticida com o equipamento UBV pesado.

A chefe da Vigilância por fim destacou a importância de pessoas com sintomas como febre vômito e dor atrás dos olhos de procurarem imediatamente assistência médica. Miriam também salientou que nesse período qualquer caso de pessoa com sintoma semelhante à gripe deve ser notificado como suspeita de dengue.

Miriam salientou a importância das pessoas com dengue de tomarem muita água e evitar em tomar AAS. “O maior problema hoje que no caso da dengue, geralmente, a febre alta dura cerca de 7 dias e que algumas pessoas ao melhorar se descuidam e o caso pode se agravar para a dengue hemorrágica”, observou.

 

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