Cerca de 500 mil toneladas de trigo já foram comercializadas

Sepé Tiaraju 8 novembro, 2018 Fonte: A Tribuna

A colheita de tri­go no Rio Gran­de do Sul sinaliza bons indicadores para quem apostou no cereal nesta temporada. Na avaliação da Federação das Coope­rativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul, mesmo com questões climáticas adversas em algumas regiões durante o período de formação das lavouras, a produ­ção deverá superar o ano passado e os preços de­vem ser atrativos para os produtores devido ao en­xugamento de oferta pela antecipação de vendas.

Conforme o presiden­te da FecoAgro/RS, Paulo Pires, a colheita em áreas mais quentes, como as regiões de Santa Rosa e das Missões, já está em andamento, com variação de produtividades e qua­lidades principalmente em função da geada. Ana­lisa que a perspectiva de produtividade é boa apesar de que em alguns locais tivemos registro de chuvas excessivas, ven­tos e até granizo pontual em algumas localidades. “Existem algumas regi­ões que foram prejudi­cadas com a geada no final de agosto. Mas será uma safra que se compa­rarmos com a de 2017, é uma safra com perspec­tiva melhor tanto de pro­dução quanto de preço”, destaca.

Pires reforça que já fo­ram comercializadas em venda futura cerca de 500 mil toneladas de trigo em uma previsão de colheita entre 1,8 milhão e dois milhões de toneladas, se não houver problemas climáticos, e isso deve garantir rentabilidade tanto para quem apostou no trigo para exportação quanto no cereal para a indústria moageira.

“Com isso, cerca de 25% da produção já foi comercializada, o que vai enxugar a oferta e tornar o mercado interno mais atrativo para quem tiver trigo na qualidade que os moinhos exigem”, obser­va.

A FecoAgro/RS vem trabalhando juntamen­te com a Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), em alternativas para o ce­real, com o objetivo de fomentar o mercado de exportação em conjunto com a redução de custos das lavouras. No segundo ano do estudo, a variação da redução de custos ve­rificada ficou entre 8,98% e 24,3%. No primeiro ano, a redução máxima foi de 18,7%. O projeto foi de­senvolvido em campos experimentais da Co­opatrigo, em São Luiz Gonzaga, da Cotricampo,

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