Cemitério Roque Gonzales é alvo de furtos e vandalismo

Foto: Cristiano Devicari/AT
Sepé Tiaraju 4 agosto, 2018 Fonte: A Tribuna

A ação de ladrões e vândalos está preocupando pessoas que têm familiares sepultados no Cemitério Municipal Roque Gonzales, em Santo Ângelo. Quem passa no local vê um cenário de abandono, com jazigos e capelas violadas, assim como cavalos e bovinos circulando neste espaço. Há, inclusive, casos de tampas de granizos furtadas de sepulturas e capelas que tiveram suas portas de ferro arrancadas.

A situação vem causando revolta de quem tem familiares sepultados no cemitério. Esse é o sentimento do casal, João Adão Soares Borges e Marilene Müllich Borges, que tem um filho de 21 anos, vítima de acidente de trânsito, sepultado em jazigo nos fundos do Cemitério Roque Gonzales.

João Borges conta que a capela mortuária da família foi violada. Furtaram uma das tampas de mármore do jazigo. Ele conta que fez um empréstimo no banco para construir um espaço digno para o sepultamento do filho.

“Não tenho palavras para descrever a tristeza que sinto ao ver o local onde enterrei meu filho neste estado. Isso é um desrespeito humano. A gente gastando o que não tem e o poder público eximindo-se da sua responsabilidade. O cemitério está completamente abandonado. Faltam guardas para vigiar e profissionais para a manutenção e limpeza do espaço.”

FALTA DE RECURSOS

Borges lamenta que enquanto sobram recursos para pagamento de altos salários na administração municipal, faltam para possibilitar um serviço público de qualidade. “Não tem justificativa pelo que acontece aqui. Pagamos impostos ao município e não temos retorno. Se a prefeitura não tomar providências, vou me reunir com familiares de pessoas sepultadas neste local para formar um grupo que cuide deste cemitério.”

SEM PROTEÇÃO

Dona Marilene, por sua vez, aponta que uma das soluções seria construir um grande muro no entorno do cemitério. “Anteriormente tinha sido colocado cerca, mas isso não resolveu. Os ladrões levaram as telas e até os palanques de concreto. Nos fundos do cemitério tem uma capela abandonado com um buraco na parede onde os vândalos também passam para se esconder. Caso seja feito um muro, tem que ser bem reforçado. Do contrário, os ladrões vão desmanchar e levar os tijolos.”

Marilene explica que os fundos do cemitério e uma das laterais não têm proteção. A área aberta facilita o acesso dos vândalos no local. Ela conta que é comum ver vacas e cavalos circulando entre os jazigos no Cemitério Roque Gonzales. “Está tudo aberto e falta fiscalização. Esperamos que a prefeitura tome as providências necessárias.”

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