Ana Amélia quer reação do governo caso União Europeia restrinja compra de carne de frango

Ana Amélia (Progressistas) fez um apelo para que o governo reaja caso a União Europeia restrinja as exportações brasileiras de frango - Foto: Senado Federal
Sepé Tiaraju 17 abril, 2018 Fonte: AI

Em conversa com o ministro da Agricultura e manifestações na tribuna e na Comissão de Agricultura, nesta terça-feira, 17, a senadora Ana Amélia (Progressistas) fez um apelo para que o governo reaja caso a União Europeia restrinja as exportações brasileiras de frango. A decisão do bloco será nesta quarta-feira, 18.
“Que seja olho por olho e dente por dente. O Brasil não pode ficar calado diante dessa medida que trará impactos negativos para avicultura e milhares de pequenos produtores, que perderão emprego e renda”, disse a senadora gaúcha.
Ana Amélia lembrou que no Rio Grande do Sul a atividade está presente em quase metade dos municípios gaúchos: 240 localidades. Citou ainda que o setor gera quase 50 mil empregos diretos, segundo dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
Na conversa com a senadora Ana Amélia, durante evento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, confirmou que a União Europeia está planejando bloquear as exportações de nove unidades exportadoras de carne de frango da BRF para o bloco comercial e pode também revogar as credenciais de outras plantas brasileiras, citando motivos comerciais para o eventual movimento europeu.
À imprensa, depois de retornar de missão comercial a Bruxelas na semana passada, com o objetivo de convencer a Europa a não proibir produtos avícolas brasileiros, Blairo Maggi disse que a UE está usando preocupações sanitárias que não têm base técnica para justificar as proibições de exportações de frango salgado do Brasil. O ministro disse que a UE não cumpre as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) ao impor tais barreiras aos produtos de frango brasileiros.
O Brasil vendeu US$ 317 milhões em frango salgado in natura para a UE no ano passado e US$ 118 milhões em frango in natura sem sal, para o qual a cota permitida é de 21.600 toneladas sem tarifas, segundo apresentação feita pelo ministro.

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