Aguirre vai para 4ª Libertadores como técnico em busca do primeiro título

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Lucas de Campos 29 dezembro, 2014 Fonte:

O objetivo do Inter em 2015 é bem claro e está definido: conquistar o tricampeonato da Libertadores. Para liderar a equipe na difícil empreitada, a direção aposta em Diego Aguirre. Se o uruguaio não foi o primeiro nome na lista (surgiu após as negativas de Tite, Abel Braga, Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes), a experiência no torneio surge como seu principal trunfo. Afinal, além de um título como jogador, acumula um vice como técnico, ambos pelo Peñarol. A taça na casamata pode vir em sua quarta disputa pelo torneio continental na atual função.

Ainda quando jogador, o então atacante Aguirre foi peça fundamental no quinto e último título dos carboneros. Em 1987, “deu” o título da Libertadores ao time uruguaio na decisão com o América de Cali, da Colômbia, ao marcar o único gol da partida aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Com o status de herói, foi contratado pelo Inter em 1988. Porém, não contava com a fase de Nilson e acabou como reserva. Apesar disso, ajudou na virada do histórico “Gre-Nal do Século” pela semifinal do Brasileirão em 1988, quando o time fez 2 a 1 e garantiu a vaga na grande decisão. Na final, o time comandado por Abel Braga perdeu o título para o Bahia. Apesar da queda, o time conquistou uma vaga na Libertadores do ano seguinte. No torneio sul-americano, se destacou como o artilheiro da equipe, com cinco gols, na campanha até hoje lamentada pelos gaúchos, que se encerrou nas semifinais, com a derrota nos pênaltis para o Olímpia por 5 a 3 no Beira-Rio (perdeu no jogo normal por 3 a 2).

Já como treinador, foi novamente no Peñarol que Aguirre chamou a atenção. Em 2011, levou o time até a final da Libertadores, sendo derrotado pelo Santos de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Na caminhada, eliminou o Inter, à época comandado por Paulo Roberto Falcão, em pleno Beira-Rio. Após empatar em Montevidéu por 1 a 1, conseguiu a classificação com uma virada por 2 a 1, gols de Martinuccio e Olivera (Oscar anotou para os gaúchos).

Antes, porém, não teve muito sucesso. Em 2003 e 2004 também foi o técnico do Peñarol na competição. E, em ambas, ficou na fase de grupos.

Em 2003, os carboneros estiveram no Grupo 5. Conseguiram duas vitórias, um empate e perderam três jogos. Um dos adversários da chave era o Grêmio. O maior rival colorado empatou em 2 a 2 no Uruguai e acabou goleando por 4 a 1 no Olímpico. O Peñarol ficou em último do grupo com sete pontos.

No ano seguinte, lá estava Aguirre e seu Peñarol novamente. Desta vez, no Grupo 1. A campanha foi um pouco melhor, com oito pontos – duas vitórias, dois empates e duas derrotas -, mas o time ficou em terceiro lugar e sem conseguir passar às oitavas de final.

Com o conhecimento da competição, Aguirre é a aposta da direção para buscar mais uma taça continental. Em sua apresentação, o técnico falou sobre o significado a competição e prometeu dedicação intensa para ficar com o troféu:

– A Libertadores é a glória máxima para uma equipe. Sei da importância que tem para o Inter e para sua torcida voltar a ser campeão da América. A edição de 2015 vai ser difícil porque todos os grandes e tradicionais times estarão presentes. Vamos dar o máximo para o Inter brigar até o final por este titulo.

Para alcançar o título, a direção sabe que precisa qualificar o grupo do charrúa. Até por isso, vasculha o mercado atrás de reforços. Um lateral-direito, zagueiro, volante, meia e centroavante são estudados. O mais próximo do acerto é o compatriota de Aguirre, Giorgian De Arrascaeta, meia do Defensor. O lateral Patric, que pertence ao Atlético-MG, mas está emprestado ao Sport, entrou na pauta. A tendência, todavia, é que não ocorram anúncios até o final da semana.

Fonte: globoesporte.com

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