Agricultura enfrenta desafios para inovar e aumentar produtividade e renda no campo na era digital

senadora promoveu ciclo de debates da Comissão de Agricultura do Senado na 19ª Expodireto. Foto: Ag. Senado
bernardi 10 março, 2018 Fonte: Agência Senado

Falhas na assistência técnica rural, burocracia excessiva, insegurança jurídica, elevada carga tributária e envelhecimento da mão-de-obra no campo ainda são barreiras à inovação e sustentabilidade na agricultura brasileira. A conclusão é dos participantes do debate ocorrido nesta sexta-feira (9), na 19ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), no âmbito da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal (CRA).
— Enquanto o mundo anda de elevador, nós estamos andando de escadas para superar essas dificuldades”, disse a proponente e mediadora do ciclo de debates e palestras Senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) — disse.
Segundo a parlamentar, os desafios no Mercosul, intensificados por questões judiciais e problemas logísticos e de infraestrutura, afastam o Brasil do acesso às novas tecnologias disponíveis. As preocupações sobre os desafios no campo são compartilhadas pelos autoridades estaduais e municipais e produtores rurais.
— Se não mexermos no modelo produtivo, não iremos mais nos tornar competitivos. Precisamos das tecnologias para aumentar a produtividade, mas elas precisam chegar ao produtor, com assistência técnica continuada — disse o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Carlos Joel da Silva.
Para o Secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, Ernani Polo e para o prefeito de Não-Me-Toque, Armando Carlos Roos, é preciso ter mais celeridade para a aprovação de novas tecnologias para que os produtores continuem a produzir mais em menos áreas, sem perdas de rentabilidade para o agricultor.
Segundo o vice-presidente da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (CNA/FARSUL), Elmar Konrad, o setor precisa pensar sobre a sucessão no meio rural pois a população do campo está envelhecendo. – Agricultura é uma fábrica a céu aberto. Sem crédito rural e seguros compatíveis, o agricultor para de trabalhar. Separar, o resultado é a depressão – enfatizou.
Para o chefe-geral interino da Embrapa Trigo, Osvaldo Vieira, o retorno dos investimentos em inovação é garantido. – Cada real investido na agricultura gera outros 1,7 reais na cadeia produtiva e mais 0,67 centavos nos cofres da prefeitura. Já o vice-reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Luciano Schuch.
Roberto Sant’Anna Junior da Associação Nacional da Defesa Vegetal (ANDEF) destacou que há exageros nas avaliações sobre o consumo de agroquímicos no Brasil e que, comparativamente a outros países, o Brasil usa menos áreas para produzir mais. — Não queremos produtos que façam mal. Queremos agilidade nos registros e no uso de novas tecnologias para a produção de alimentos seguros — disse.
Também participaram do debate o presidente da CRA, Senador Ivo Cassol (PP-RO), o Presidente da Expodireto/Cotrijal da Expodireto/Cotrijal, Nei Mânica e o vice-presidente do Conselho de Medicina Veterinária, Professor Edison Nunes.

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