Adolescente morta com 28 facadas vinha sofrendo ameaças

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Lucas de Campos 10 março, 2015 Fonte:

Suspeita de envolvimento no crime deve ser encaminhada para Porto Alegre

Uma adolescente foi encaminhada ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Santa Maria nesta segunda-feira e será levada para Porto Alegre, onde existe uma unidade feminina do Case. Ela é suspeita de ter participado da morte de Linikelen Dutra Fialho,14 anos, em Rosário do Sul, em 25 de fevereiro.

A estudante da oitava série da Escola Barão do Rio Branco foi morta a facadas, dentro do seu quarto, na Rua Artidor Ortiz, no final da tarde de 25 de fevereiro. O corpo foi encontrado pelo irmão mais novo da vítima, que estranhou quando ela não foi buscá-lo no colégio.

Um jovem de 24 anos foi preso preventivamente pelo crime três dias depois do assassinato. Ele já cumpria pena no regime semiaberto por outro crime quando o assassinato aconteceu.

De acordo com a delegada Karina Salvagni Heineck, a investigação corre em segredo. Ela adiantou que, pelo que foi apurado, a adolescente e o jovem são os principais suspeitos do crime. Ambos negaram a participação no assassinato. A motivação não foi divulgada.

O laudo de necropsia atestou que Linikelen foi morta com 28 facadas. A causa da morte foi hemorragia interna e externa. De acordo com a delegada, as facadas que mais contribuíram para a morte da adolescente atingiram o pulmão.

— As duas tinham uma rixa, e a vítima vinha sofrendo uma série de ameaças antes de o crime acontecer — afirma Karina.

O pai de Linikelen, Romeu Fialho, afirma que a filha nunca contou em casa sobre as ameaças.

— Ela era uma garota querida por todos. Nós conversávamos muito. Conversas de pai e filha mesmo. Mas ela nunca disse precisar de ajuda por ameaças ou algo assim — diz Fialho.

As roupas que os dois suspeitos teriam usado no dia do assassinato foram encaminhadas para perícia.

Fonte: ZH

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