Acordo com União Europeia pode quadruplicar exportação de arroz

Sepé Tiaraju 5 junho, 2019 Fonte: Divulgação

O presidente Jair Messias Bolsonaro embarca para a Argentina, onde nesta quinta-feira (6) se reunirá com o presidente Mauricio Macri. Na agenda do encontro, o acordo entre Mercosul e União Europeia. A expectativa é que de que essas conversações permitam a redução das assimetrias comerciais que prejudicam a competitividade de produtos como trigo, vinho e arroz. Nesta quarta-feira (5), o assunto foi discutido em reunião com a secretária especial adjunta da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Yana Dumaresq. Participaram do encontro o deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) e o presidente da Federraroz, Alexandre Velho.

Com sérios problemas de preço, renda e competitividade em relação aos vizinhos do Mercosul, os produtores de arroz acreditam que a expansão dos mercados compradores pode reduzir as perdas do setor. “A expectativa é que esse acordo Mercosul-União Europeia possa quadruplicar o volume de arroz exportado, passando das atuais 150 mil toneladas para 600 mil toneladas. Isso é fundamental para tirar o excedente do Rio Grande do Sul”, destacou Jerônimo. Por outro lado, o parlamentar cobrou uma solução para a demora no licenciamento de defensivos agrícolas e o alto custo desses produtos na comparação com Paraguai, Argentina e Uruguai. “Até que isso seja esclarecido, vamos defender a aprovação do PL 3487/2012, de minha autoria, que obriga a análise química de grãos importados”, ponderou.

Segundo Yana Dumaresq, o Ministério da Economia também trabalha em outras frentes no sentido de oferecer melhores condições de competividade para os setores econômicos. “Há um esforço do governo em reduzir os custos da energia elétrica. Isso é fundamental para a lavoura orizícola, que usa muito maquinário no processo produtivo”, destacou Jerônimo. Outra iniciativa que pode repercutir diretamente nos custos de produção é a atualização do arcabouço regulatório da navegação de cabotagem, que deve proporcionar a ampliação da infraestrutura para atender a demanda por transporte marítimo. “Um maior número de terminais e de empresas operando esse serviço levaria à redução dos custos de transporte”, destacou o presidente da Federraroz, Alexandre Velho. Um último item em estudo é a redução dos custos de importação de máquinas e equipamentos.

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