A influência das novas tecnologias na vida das crianças

Foto: Cristiano Devicari
Sepé Tiaraju 28 outubro, 2018 Fonte: A Tribuna

Cada vez é mais comum ver crianças utilizando dispositivos móveis com avançadas tecnologias nas ruas da cidade. Um levantamento feito no Brasil, com 2.044 pais de crianças, na faixa etária de 0 a 8 anos, mostrou que 38% delas já tinham um dispositivo eletrônico como aparelho de Smarthphone, iPhone, tablete e computador. Essa nova realidade aponta uma mudança de comportamento na vida dos pequenos com a chegada destas novas plataformas tecnológicas. Assim como em outras cidades brasileiras, em Santo Ângelo a situação não e diferente.

A pequena Ana Laura, de 4 anos, é um exemplo dessa nova geração. Os pais Cleverson Daponte e Joseane Martins, que moram no bairro Ditz, acompanham atentamente a filha que manipula com destreza os aparelhos celulares dos pais e do irmão Lorenzo, de 15 anos.

“Ela começou a mexer desde os dois anos e meio. Começou assistindo vídeos infantis. Hoje ela faz desenhos e escreve letras em softwares educativos no Smarthphone. Penso que nesse aspecto contribui para o desenvolvimento da criatividade e da imaginação da criança”, conta Joseane.

A mãe explica que juntamente com o marido cuida o conteúdo que Ana Laura assiste no You Tube, para evitar acesso a cenas de violência e conteúdo para adultos. “Estamos atento para isso. Estabelecemos determinado tempo para ela utilizar o aparelho celular, cerca de uma hora por dia. Não passa disso. É preciso estabelecer limites.”

Os aparelhos também fazem sucesso no meio dos adolescentes. Samuel Thielk, de 13 anos, que está na 7ª série do Colégio Onofre Pires. Ele conta que desde os 10 anos gosta de baixar jogos de RPG no aparelho celular. “Sempre quando posso mexo no aparelho celular. Esse jogos de interpretação de personagens é possível estabelecer estratégias”.

Samuel revela que também assiste vídeos do You Tube e utiliza para se comunicar o WhatsApp. No entanto usa pouco o Facebook.

A mãe, Cleci Thielk, que mora no bairro Marcírio Machado, salienta que com o Samuel é tranquilo a questão do uso do aparelho. “Embora não possamos estar o tempo todo com ele pela questão do trabalho, conversamos antes de dar o aparelho de celular. Estabelecemos limites e o Samuel tem que cumprir suas tarefas da escola e em casa.”

Cleci acreditra que se preocupa com o conteúdo que o filho acessa na internet que não tem fronteira. “Acredito que o acesso às novas tecnologias traz benefícios, mas tem questões que prejudica. A linguagem é um exemplo. Vejo o Samuel se comunicando com os amigos e percebo muitas abreviaturas. Minha geração não escrevia desta forma. As frases eram completa com cada palavra no seu lugar.”

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