A descoberta precoce faz a diferença no tratamento do câncer de próstata, diz médico

Foto: Cristiano Devicari
Sepé Tiaraju 10 novembro, 2018 Fonte: A Tribuna

Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil a cada 36 minutos um homem morre vítima de câncer de próstata. Um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que esse ano em serão 68.220 novos casos da doença e um risco estimado de 66 novos casos a cada 100 mil homens. Apesar de ser a segunda grande causa de morte por câncer em homens no país, a doença tem um grande índice de cura na sua fase inicial. Muitas vezes a demora do diagnóstico da doença dificulta o tratamento.

O médico urologista, Daniel Pereira Leal, explica que esse tipo de câncer é mais comum em homens na faixa etária de 55 a 65 anos. Por isso salienta a importância de os homens a partir dos 50 anos de idade fazerem o exame PSA (antígeno prostático específico – que avalia alteração de enzimas da próstata) associado ao toque retal. Já no caso de pessoas com casos de familiares com câncer de próstatas e homens de raça negra, Daniel recomenda que os exames preventivos sejam feitos a partir dos 45 anos.

SINTOMAS

O urologista salienta que ardência e dificuldade para urinar, podem ser sintomas da doença. No entanto, o médico explica que esses sintomas às vezes podem ser confundidos com uma infecção na próstata ou até mesmo uma hiperplasia prostática benigna. “Os sintomas são semelhantes. Por isso é fundamental a procura de um o médico. O problema é que, no caso do câncer de próstata, na fase inicial da doença não há sintomas. Os sinais somente aparecem num estado avançado da doença.

DOENÇA

No estágio avançado o tumor acaba obstruindo o canal da bexiga dificultando a passagem da urina. “O câncer de próstata começa no interior da glândula e apresenta vários estágios. Com seu crescimento ele ultrapassa a próstata e então começa a fase da metástase – quando inicia a liberação de células cancerígenas para outras parte do corpo. O mais comum são as células doentes atingir os ossos da bacia, as costelas, as vértebras e fêmur, mas também afetam órgãos como o cérebro, pulmão e fígado”, diz Daniel.

TRATAMENTO

O urologista salienta que há basicamente dois tipos de tratamento curativos do câncer de próstata: a cirurgia e a radioterapia. Os demais tratamentos, como injeções ou uso de comprimidos orais, são apenas medidas paliativas para a estabilização da doença quando ela se encontra em estágio avançado.

“O tratamento pode deixar sequelas como incontinência urinária e a disfunção erétil. A incontinência urinária é incomum, atinge apenas 10% dos pacientes e em 3% a urina escorre pela perna. Já a impotência afeta em média 70% dos pacientes”, diz Daniel. No caso da incontinência urinária é indicado cirurgia para a colocação de uma válvula, um esfíncter. No caso da disfunção erétil pode ser feito tratamento com medicações e até mesmo a colocação de próteses.

SAÚDE DO HOMEM

O urologista acredita que muitos homens, diferente das mulheres, acabam procurando um médico de forma mais tardia. “Não vejo como uma questão de preconceito, mas sim um descuido e até mesmo hábito cultural. As mulheres, na maioria das vezes, na primeira menstruação, passam a visitar o médico com frequência. Com o homem é diferente. Esse é algo que precisa ser reavaliado, porque a descoberto do câncer de próstata faz toda a diferença”, finaliza Daniel.

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