61% dos deputados não apoiam projeto que prevê aumento do ICMS

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Lucas de Campos 26 agosto, 2015 Fonte:

Considerado pelo governador José Ivo Sartori a única alternativa capaz de amenizar a crise financeira do Rio Grande do Sul, o projeto de aumento do ICMS enfrenta resistências na Assembleia Legislativa. Levantamento da Zero Hora entre sexta e terça-feira indica que 34 deputados — 61,8% do total — são contrários à medida que prevê, entre outras alterações, ampliação da alíquota básica de 17% para 18%. Apenas sete parlamentares disseram que pretendem votar a favor do aumento — seis do PMDB e um do PSD (veja o quadro completo abaixo). Os 14 restantes ainda não têm posição definida ou não se manifestaram.
 

Se aprovada, a projeção é elevar a arrecadação em R$ 2,5 bilhões por ano a partir de 2016 — R$ 1,9 bilhão fica com o Piratini e o restante vai para os munícipios. Na semana passada, quando anunciou a quarta fase do ajuste fiscal, o governador afirmou esperar que o parlamento aprove por "unanimidade" a matéria. O projeto contraria promessa de campanha de Sartori de não aumentar impostos. 

Embora a base governista conte com 35 dos 55 deputados, não há consenso nem mesmo no partido de Sartori, o PMDB. Primeiro vice-líder de bancada, Gilberto Capoani disse ser contra o aumento de ICMS por tempo indeterminado. O deputado admite que "a situação não é tão pacífica como se imagina" dentro da sigla, e acredita que o governo poderia buscar antes outras alternativas.

— É como se uma família passasse anos gastando mais do que recebe, e aí resolve pedir dinheiro para o vizinho. Aumentar impostos é o caminho mais curto e fácil. O governo tem de propor outras ações. Chamar o cidadão para pagar a conta simplesmente, de forma nenhuma — ressalta Capoani. 

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