“Supremo fraqueja, mas o povo quer”, diz Perondi

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Lucas de Campos 4 maio, 2015 Fonte:

Em recente  pronunciamento no plenário da Câmara o deputado Darcísio Perondi (RS), vice-líder do PMDB, lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal de conceder habeas corpus e autorizar regime de prisão domiciliar a nove executivos envolvidos na Operação Lava Jato. Todos os nove acusados de participação no esquema de corrupção na Petrobras estão presos em Curitiba desde novembro do ano passado. Na avaliação de Perondi, que declarou solidariedade ao Juiz Federal Sérgio Moro, responsável pela operação, o “Supremo fraqueja, mas o povo quer”.Segundo Perondi, esses executivos, como o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do “Clube das empreiteiras”, ainda têm muito a revelar. “É justamente a manutenção das prisões preventivas que força essas pessoas a aceitar o benefício da delação premiada e entregar detalhes do esquema”, afirma Perondi.O deputado Perondi também não concorda com a alegação de que o juiz Sérgio Moro estaria fazendo tortura psicológica nos acusados, para forçar a delação premiada. Segundo o deputado gaúcho, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot e os ministros Carmem Lucia e Celso de Mello, do STF, afirmam que havia sim condições jurídicas para manter a prisão preventiva, que já havia sido aprovada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).“Fora do sistema prisional, o que eles poderão fazer? Esses executivos sabem demais e podem, inclusive, estar correndo risco de morte”, alertou. Na avaliação de Darcísio Perondi, o STF pode perder credibilidade e gerar ainda mais indignação entre os brasileiros, maculando o prestígio conquistado a partir do julgamento do Mensalão.

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