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Quatro testemunhas foram ouvidas na manhã desta quinta-feira no fórum de Frederico Westphalen, no Norte do Estado, em mais um dia de oitivas do caso Bernardo Boldrini. A funcionária de uma farmácia e o dono de uma agropecuária confirmaram terem vendido o medicamento Midazolan e uma pá para Edelvânia Wirganovicz poucos dias antes do assassinato do garoto.

Funcionária de uma farmácia no centro do município, Ariane Cogo foi a primeira das oito testemunhas que serão ouvidas na sala de audiência da 3ª Vara Criminal de Frederico Westphalen pelo juiz Jairo Cardoso Soares nesta quinta-feira. Ariane afirmou que Edelvânia apresentou uma receita médica para comprar o medicamento.

A segunda testemunha a falar foi o proprietário de uma ferragem, Hermes José Vendrusculo Scapin. Ele confirmou que vendeu uma cavadeira e uma pá para Edelvânia e que naquele dia havia outra pessoa na porta do estabelecimento, mas não soube informar quem era.

Também prestaram depoimentos nesta manhã, o policial militar aposentado Valdeci Johan e o dono da imobiliária que vendeu o apartamento para Edelvânia, Volnei de Souza. Johan disse que viu o Chevette de Evandro Wirganovicz próximo ao lugar em que o corpo de Bernardo foi enterrado alguns dias antes da morte do menino. 

O policial militar aposentado afirmou que tinha ido buscar madeira para construir uma casinha de boneca para sua filha, quando avistou o Chevette amarelo de propriedade de Evandro. “Estava a 40 metros do local onde o corpo foi encontrado”. Questionado se ajudou a abrir a cova, Evandro negou participação. 

Fonte: querenciaonline.com/Maira Kempf

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Começou, na manhã desta quinta-feira, uma nova audiência que investiga a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini. Os réus Evandro e Edelvânia Wirganovicz entraram na sala, no Foro de Frederico Westphalen, após os três primeiros depoimentos. 

De acordo com informações da Rádio Gaúcha, em torno das 11h, Luciane Saldanha, mulher de Evandro Wirganovicz, entrou na sala, embargou a voz e chorou, levando o marido igualmente às lágrimas.

Evandro, acusado de ter ajudado a cavar a cova em que Bernardo foi enterrado, em Frederico Westphalen, sustenta que esteve próximo ao local dois dias antes do crime para pescar. Luciane se contradisse em relação a depoimento prestado à polícia, dizendo que viu peixes pescados por Evandro dois dias antes do crime. À polícia, havia dito que não sabia de peixes. Após se contradizer em mais de um ponto, a testemunha afirmou ter sido obrigada a colocar respostas no depoimento à polícia a pedido dos policiais.

— Fui ameaçada e constrangida (pela polícia). Eles diziam que se eu não falasse que ele fez o buraco, ele iria pegar mais (tempo) cadeia — disse Luciane, que negou a participação do marido no crime.

Mais cedo, na mesma audiência, a funcionária de uma farmácia confirmou ter vendido o medicamento Midazolam para Edelvânia. Já o sócio de uma ferragem de Frederico Westphalen disse que Edelvânia comprou "uma pá e uma cavadeira" em seu estabelecimento, e que estava acompanhada de outra mulher:

— Ela (Edelvânia) estava acompanhada, mas não sei quem era a outra pessoa.

De acordo com a confissão de Edelvânia, a pá, a cavadeira e a soda usada para "diluir rápido o corpo e não dar cheiro" foram compradas em 2 de abril, em Frederico Westphalen. Edelvânia também afirmou que ela e Graciele começaram a fazer a cova neste dia.

Evandro, Edelvânia, Graciele Ugulini e Leandro Boldrini, foram indiciados por homicídio qualificado. O corpo do menino foi achado em 14 de abril.

Fonte: ZH

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Irmãos Edelvânia e Evandro, réus no processo, estarão presentes na audiência desta quinta-feira, 18

Está marcada para quinta-feira, 18, na sala de audiência da 3ª Vara da Comarca de Frederico Westphalen, mais uma audiência envolvendo testemunhas do caso da morte do menino Bernardo Boldrini.

A audiência por carta precatória, presidida pelo juiz Jairo Cardoso Soares, deve ouvir oito testemunhas, entre elas, a mulher de Evandro Wirganovicz, que segue preso, suspeito de participação do crime.

Os depoimentos acontecerão a partir das 9h30min. Dos quatro réus no processo, os irmãos Evandro e Edelvânia Wirganovicz tiveram a presença na audiência confirmada por seus advogados de defesa.

Segundo o tenente Evandro Gambin, comandante do Pelotão de Operações Especiais (POE) de Frederico Westphalen, será realizado um reforço policial na quinta-feira, 18, nas proximidades do Fórum.   

Fonte: oaltouruguai.com.br/Fábio Pelinson

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Preso sob acusação de ter participado da morte do menino em abril, Evandro Wirganovicz nega envolvimento no crime, mas aparelho mostra possibilidade de mentira

Aplicado pela Polícia Civil em Evandro Wirganovicz no dia 21 de maio deste ano, o Analisador de Voz Multicamadas (AVM), conhecido popularmente como teste detector de mentiras, apontou que o irmão de Edelvânia, preso sob acusação de ter ajudado a matar o menino Bernardo Uglione Boldrini, pode ter mentido quando disse que não se envolveu no crime. Ele está recolhido ao presídio de Três Passos e responde, junto com Edelvânia, Graciele Ugulini (madrasta) e Leandro Boldrini (pai), por homicídio qualificado.

Em três partes da entrevista, Evandro mostrou-se estressado, desconfortável e indicou possibilidade de mentir quando questionado sobre o planejamento do assassinato de Bernardo, os responsáveis por abrir a cova que enterrou o menino em Frederico Westphalen e se ele soube antes do dia 4 de abril que o garoto seria morto.

Veja a seguir o que ele disse e as conclusões feitas pela polícia após analisar itens como oscilações emocionais, estresse, tensão, excitação, exagero, desconforto e conflito cognitivo do réu.

VÍDEO 1: planejamento do crime

Evandro: "Eu acho que foi a ilusão do dinheiro. Ela (Edelvânia) é uma pessoa de bem, sempre ajudava os outros e, de repente, foi cair numa barbaridade dessas. Foi feita a cabeça dela, né."
Laudo: sobre se sabia do planejamento do crime, há desconforto por parte do entrevistado e segmentos de fala inconclusivos.

VÍDEO 2: quem cavou o buraco?

Evandro: "Não sei, doutor. Pelo que consta nas notícias, foi a minha irmã que cavou."
Laudo: de acordo com a análise do programa, Evandro obteve altos níveis de estresse quando questionado acerca do buraco que foi cavado. Isto evidencia que este assunto é um problema para ele. Nos segmentos pontuais da fala, Evandro sente-se desconfortável quando afirma não ter cavado o buraco e que teria sido sua irmã.

VÍDEO 3: sabia que alguém seria morto?

Evandro: "Não senhor. (...) Não tenho participação nenhuma. Meu único erro foi no dia que fui dar depoimento, ter dito que não estava pescando lá, e eu estava com medo, depois que fiquei sabendo da notícia, de ser preso."
Laudo: de acordo com a análise do programa, Evandro sente-se constrangido com a pergunta. Há imprecisão com indicação de risco de mentira na resposta. Evandro fala a verdade que ficou com medo de ser preso e por isso mentiu no depoimento à polícia. Há indicação de risco de mentira de fala em que Evandro diz não ter nenhuma participação no crime.

Evandro não negou crime à mulher

Evandro Wirganovicz no crime à esposa, conforme documento obtido por ZH. A delegada Carolina Bamberg, que conduziu as investigações do assassinato, disse à Justiça que a mulher do réu suspeitou e o confrontou após o corpo do menino ser achado, em 14 de abril, e ouviu o seguinte:

"Ela disse que também suspeitou dele quando ficou sabendo dos fatos. Confrontou ele e ele somente chorou, ele não falou nada, não falou que não, somente chorou", relatou Caroline Bamberg.

Segundo o advogado dele, Hélio Sauer, a mulher de Evandro foi inquirida sem defensor e prestará novos esclarecimentos no dia 18 de setembro:

– Ele chorou de raiva (de Edelvânia) de colocar ele no crime. Ela (esposa) vai esclarecer isso, já que falou sem a presença de advogado e foi enrolada. Quanto ao detector de mentiras, é óbvio que ele estava estressado, não tem a mínima importância para incriminá-lo.

Mãe diz que Evandro é inocente

Na última terça-feira, em depoimento à Justiça em Rodeio Bonito, Doraci Terezinha Wirganovicz, mãe dos irmãos presos, sustentou que o filho é inocente e que Edelvânia tinha condições de abrir uma cova, já que "trabalha com tudo, fazia buraco, cerca, ajuda a família em casa".

Doraci confirmou que Edelvânia chegou à casa dela, nas proximidades do local da cova, com uma pá e uma cavadeira, na semana em que menino foi encontrado morto. O motivo era "abrir o terreno e encanar água". Porém, Doraci falou ter sentido "uma dor no peito" ao ver as ferramentas:

— Não perguntei nada a ela, a família é inocente, ninguém sabia de nada. Foi aquela mulher (a madrasta, Graciele Ugulini) que botou coisa na cabeça dela.  Ele (Evandro) demorou no rio pescando, estava de calçado e calça comprida. Vi ele embalando minhoca. Trouxe uns quantos peixes. O meu filho é inocente, não sabia de nada do que ela estava planejando, eu sou a mãe dele e estou falando a verdade.

O detector de mentiras

O programa AVM 6.50, baseado na tecnologia AVM (Analisador de Voz Multicamadas), de análise profissional de níveis de emoções, é uma ferramenta que detecta os vários níveis ou estados emocionais de uma pessoa.

A tecnologia indica as oscilações emocionais e, em última análise, detecta impressões digitais da atividade cerebral. Ela consegue concluir sobre o indicativo e a probabilidade de a pessoa estar mentindo quando questionada sobre perguntas relevantes em uma investigação policial.

Fonte: Diário Gaúcho

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Novo advogado deve ser apresentado na segunda-feira

O criminalista Jader Marques não defende mais o médico Leandro Boldrini, acusado de matar o filho, Bernardo Uglione Boldrini, em abril deste ano.

— Por divergências com Boldrini sobre a condução da sua defesa técnica, recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte. Na próxima segunda-feira, ele apresentará novo defensor — limitou-se a dizer Jader.

O advogado teve a procuração revogada neste sábado pelo médico, menos de uma semana após a primeira audiência do caso.

 Fonte: ZH

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A Justiça de Três Passos entendeu que não surgiram novas provas indicando que Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Uglione Boldrini, foi assassinada, e negou o pedido do advogado da família materna do garoto, que solicitou a reabertura do inquérito policial.

Em 2010, Odilaine cometeu suicídio no consultório do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo. A defesa dela alegou que havia falhas na investigação da morte, e pediu uma nova apuração.

"Acolho a promoção do Ministério Público e indefiro o pedido de desarquivamento do presente inquérito policial, com fundamento no artigo 18 do Código de Processo Penal", afirmou o juiz Marcos Luís Agostini no despacho.

O artigo estabelece que para desarquivar um inquérito, são necessários fatos novos que justifiquem o pedido.

No despacho, o juiz concluiu que as alegações do advogado Marlon Taborda não são suficientes.

Fonte: clic RBS

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Acusada de participar da morte do menino Bernardo, ela não possui inscrição no conselho regional

Nesta segunda-feira, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e o Conselho Regional de Serviço Social do Rio Grande do Sul (CRESS-RS) emitiram nota informando que Edelvânia Wirganovicz, ré no processo sobre a morte do menino Bernardo Boldrini, que ocorreu em abril deste ano, não é assistente social. As entidades dizem que ela não detém inscrição ativa no CRESS-RS, requisito indispensável para o exercício da profissão, conforme a legislação federal.

Conforme o comunicado, “somente pode-se designar ‘assistente social’ a pessoa que, após concluir o curso de graduação em Serviço Social, tenha registro ativo no Conselho Regional de Serviço Social de sua área de atuação”. Os conselhos advertem, ainda, que só possuem poder de fiscalização, processante e punitivo em relação a profissionais com inscrição ativa nos CRESS competentes.

As entidades dizem também que não possuem competência para atuar no caso da morte do menino, na esfera da ética profissional, considerando que Edelvânia não é assistente social e que não há relação entre o crime e o exercício profissional da categoria.

Relembre o crime

Bernardo teve o corpo encontrado em uma localidade no interior de Frederico Westphalen, após ficar dez dias desaparecido. A polícia constatou que a madrasta dele, Graciele Ugulini, e a amiga, Edelvânia Wirganovicz, executaram o homicídio, usando doses do medicamento Midazolan.

Segundo a Polícia Civil, Leandro Boldrini também teve participação na morte, fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

Fonte: Correio do Povo

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ZH teve acesso à gravação do depoimento de Edelvânia Wirganovicz à polícia, em 14 de abril

Zero Hora teve acesso à gravação em vídeo do depoimento que desvendou a morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, ocorrida em 4 de abril, em Frederico Westphalen.

Na noite de 14 de abril, por cerca de 58 minutos, a assistente social Edelvânia Wirganovicz repetiu para a polícia, desta vez formalizando o depoimento, os detalhes que horas antes haviam levado os policiais até a cova em que o corpo nu do menino estava enterrado.

Em Frederico Westphalen, informalmente, Edelvânia havia confessado participação no crime, dizendo ter recebido dinheiro da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, para ajudar a enterrá-lo. Conduziu os policiais até o buraco. Levada para Três Passos, prestou depoimento para a delegada regional Cristiane de Moura e Silva. No mesmo prédio, já estavam presos Graciele e o pai do menino, o médico Leandro Boldrini.

Mascando chiclete, contou, por exemplo, sobre o produto comprado para "dissolver rápido a pele" do menino e não "dar cheiro". Por duas vezes tomou água. Em alguns trechos da fala, pareceu quase sorrir ao buscar na memória algum detalhe questionado pela delegada. Explicou pausadamente o que disse à amiga Graciele quando soube do plano para matar Bernardo: "Eu disse 'pensa bem no que tu vai fazer, olha o risco, né, pensa bem para ser bem feitinho'".

Também descreveu a forma como o menino foi colocado no buraco e o que foi jogado sobre ele.

Em dois momentos foi contundente ao negar o envolvimento de qualquer outra pessoa no crime. Questionada sobre se o pai de Bernardo tinha conhecimento do que Graciele fez, Edelvânia afirmou que não, que ele não sabia. Ao final do depoimento, reforçou para a delegada a informação de que não havia outros envolvidos a não ser ela e Graciele.

Aliás, em mais de um momento ela se interessou em saber se a madrasta havia confessado e se havia jogado a culpa sobre ela. Cinquenta minutos depois de começar a falar, chorou rapidamente. Limpou as lágrimas e seguiu colaborando com a escrivã que se preparava para começar a leitura do depoimento para ela.

Pouco depois, outra mulher que estava na sala perguntou o porquê de ela não ter contado nada antes. Edelvânia chorou novamente e esfregou a barriga. A delegada, então, pediu o contato de alguém da família que pudesse ser avisado sobre a prisão dela.

Leitura do depoimento se deu aos gritos de "justiça"

A validade da confissão de Edelvânia foi muito questionada pelo defensor dela pelo fato de ter sido feita sem a presença de um advogado. A polícia garantiu que ela foi avisada dos direitos constitucionais de ficar calada e de só falar em juízo. De fato, em pelo menos dois momentos, isso foi repetido para Edelvânia na delegacia, durante a gravação.

A leitura do depoimento começa pouco depois de uma hora do início da fala, e a assistente social vai acrescentando mais informações. Aos 71 minutos, a gravação captou gritos oriundo da rua, de pessoas que se aglomeravam na frente da delegacia regional de Três Passos:

— Justiça, assassinos, justiça!

Um médico entra na sala para o exame de lesão corporal,uma praxe que antecede a ida de suspeitos para presídios depois de prestar depoimento à polícia. Ela levanta a blusa, ele examina os pulsos e o pescoço.

Mais uma vez, podem ser ouvidos gritos, mais nítidos. Edelvânia escuta cabisbaixa. É consolada por quem está na sala, que diz que a saída dela será mais tranquila, já que as pessoas não sabem que está ali. O alvoroço na rua seria por conta da presença do pai do menino e da madrasta, suspeitos de ligação com a morte.

Uma hora e 17 minutos depois de a gravação começar, Edelvânia retira o chiclete da boca. Segue a tentativa de leitura do depoimento, interrompida pelo som de telefones celulares tocando e pelo ingresso de pessoas na sala. A gravação é encerrada. Em seguida, um terceiro momento do vídeo começa — a primeira parte, de menos de cinco minutos, captou as informações sobre a qualificação da suspeita, quando ela diz que seu apelido é "Edi" e que tem um anjo tatuado nas costas.

A segunda parte da gravação é o depoimento em si, e a terceira foi a revisão, com leitura e acréscimo de informações. Foi nesta finalização que Edelvânia lembrou de mais um detalhe: que a madrasta lhe contara que havia tentado matar Bernardo o sufoncado com um travasseiro. O fato é registrado e, 33 minutos depois, a leitura é concluída.

Edelvânia, Graciele e Boldrini seguem presos desde 14 de abril. Um irmão da assistente social, Evandro Wirganovicz também foi preso e denunciado por suspeita de ter ajudado a cavar o buraco em que Bernardo foi enterrado. Em depoimento à polícia, Graciele admitiu ter matado Bernardo, mas alegou ter sido por acidente, por excesso de calmantes. Boldrini sempre negou qualquer participação no crime.

Assista à íntegra do depoimento prestado por Edelvânia:

Relembre o caso

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 36 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta, uma amiga dela, identificada como Edelvânia Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.

Posteriormente, o irmão de Edelvânia – Evandro Wirganovicz – foi preso temporariamente por suspeita de facilitar a ocultação de cadáver, crime pelo qual ele acabou denunciado pelo Ministério Público.

Após pedido de aditamento do MP, a Justiça também aceitou a denúncia de Evandro por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou defesa da vítima), e decretou sua prisão preventiva.

Fonte: ZH

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Neste domingo, 20, o Fantástico exibe um depoimento inédito. Graciele Ugulini, a madrasta do menino Bernardo, morto com uma injeção letal, em abril passado, dá a sua versão para o que aconteceu. “Eu nunca quis fazer isso”, ela afirma.

Presa em 14 de abril, como suspeita de envolvimento na morte do enteado, ela ficou, de início, na Penitenciária de Ijuí, na Região Noroeste. A Justiça, porém, considerou não haver garantia de segurança para Graciele nas casas prisionais de Santo Ângelo, Ijuí e Cruz Alta, e transferiu a enfermeira para a Penitenciária Feminina de Guaíba, em 3 de maio.

Caso Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.

Fonte: Três Passos News

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O advogado de Jussara Uglione fez novas revelações na manhã desta quinta-feira, 10, sobre o caso envolvendo a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, que ocorreu em fevereiro de 2010, em Três Passos.

Marlon Taborda, em entrevista a uma rádio local, colocou em xeque os resultados do inquérito policial ao revelar, entre outros fatos, o surgimento de uma tomografia computadorizada de Odilaine datada e assinada em 12 de maio de 2014, quatro anos depois de o corpo ter sido enterrado.

Segundo Taborda, o documento apareceu de para-quedas no processo, sem ninguém ter solicitado. “Como pode esse documento ter sido feito agora sobre uma pessoa que foi sepultada quatro anos antes?”, questionou o advogado.

Outro fato importante revelado pelo advogado foi o de que havia uma sala secreta com uma porta mais restrita que dava acesso ao consultório do médico Leandro Boldrini. Ele disse que tem informações oficiosas de que também havia outra pessoa além do esposo no local na hora do fato.

Marlon Taborda não descarta a possibilidade de que o assassinato de Bernardo também tenha sido motivado para assegurar a ocultação ou impunidade de outro crime. Segundo o defensor da família Uglione, existe um depoimento no inquérito sobre a morte do menino que possibilitaria a reabertura do caso.

O advogado segue na busca de mais elementos, mas garantiu que existem indícios suficientes para a reabertura do inquérito. Segundo ele, em 2010, a defesa não teve acesso integral ao processo, que foi concluído antes da prova juntada do levantamento fotográfico em que aparece a atadura do cabo do revólver.

Outras revelações sobre o caso foram mostradas na noite de segunda-feira, 7, pelo programa Repórter Record Investigação, entre elas, a de que o médico que periciou o corpo de Odilaine tinha grau de parentesco com Leandro Boldrini, uma vez que sua filha é casada com o primo do pai de Bernardo.

Outros fatos também mostrados pelo programa foram a carta de despedida que não teria sido escrita por Odilaine; resíduos de pólvora na mão esquerda da vítima que era destra; o telefonema anônimo à polícia induzindo o suicídio; a falta de exame residuográfico nas mãos de Leandro Boldrini e o revólver encontrado no chão com o cabo enrolado em um pano.

O Ministério Público ainda não decidiu sobre a reabertura do inquérito policial da morte da mãe de Bernardo, e a delegada da Polícia Civil de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, já se manifestou que não pretende reabrir as investigações a menos que surjam fatos novos.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, Odilaine Uglione, esposa de Leandro Bolrini e mãe de Bernardo, teria cometido suicídio no consultório do médico, em fevereiro de 2010, na cidade de Três Passos. A família de Odilaine não acredita na versão da polícia e, após a morte do menino, tenta reabrir o inquérito policial.

Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Nesse dia, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.

Fonte: Três Passos News

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