Untitled Document
Santo Ângelo -

 

Últimas Notícias

Acusada de participar da morte do menino Bernardo, ela não possui inscrição no conselho regional

Nesta segunda-feira, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e o Conselho Regional de Serviço Social do Rio Grande do Sul (CRESS-RS) emitiram nota informando que Edelvânia Wirganovicz, ré no processo sobre a morte do menino Bernardo Boldrini, que ocorreu em abril deste ano, não é assistente social. As entidades dizem que ela não detém inscrição ativa no CRESS-RS, requisito indispensável para o exercício da profissão, conforme a legislação federal.

Conforme o comunicado, “somente pode-se designar ‘assistente social’ a pessoa que, após concluir o curso de graduação em Serviço Social, tenha registro ativo no Conselho Regional de Serviço Social de sua área de atuação”. Os conselhos advertem, ainda, que só possuem poder de fiscalização, processante e punitivo em relação a profissionais com inscrição ativa nos CRESS competentes.

As entidades dizem também que não possuem competência para atuar no caso da morte do menino, na esfera da ética profissional, considerando que Edelvânia não é assistente social e que não há relação entre o crime e o exercício profissional da categoria.

Relembre o crime

Bernardo teve o corpo encontrado em uma localidade no interior de Frederico Westphalen, após ficar dez dias desaparecido. A polícia constatou que a madrasta dele, Graciele Ugulini, e a amiga, Edelvânia Wirganovicz, executaram o homicídio, usando doses do medicamento Midazolan.

Segundo a Polícia Civil, Leandro Boldrini também teve participação na morte, fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

Fonte: Correio do Povo

Publicado em Polícia

ZH teve acesso à gravação do depoimento de Edelvânia Wirganovicz à polícia, em 14 de abril

Zero Hora teve acesso à gravação em vídeo do depoimento que desvendou a morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, ocorrida em 4 de abril, em Frederico Westphalen.

Na noite de 14 de abril, por cerca de 58 minutos, a assistente social Edelvânia Wirganovicz repetiu para a polícia, desta vez formalizando o depoimento, os detalhes que horas antes haviam levado os policiais até a cova em que o corpo nu do menino estava enterrado.

Em Frederico Westphalen, informalmente, Edelvânia havia confessado participação no crime, dizendo ter recebido dinheiro da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, para ajudar a enterrá-lo. Conduziu os policiais até o buraco. Levada para Três Passos, prestou depoimento para a delegada regional Cristiane de Moura e Silva. No mesmo prédio, já estavam presos Graciele e o pai do menino, o médico Leandro Boldrini.

Mascando chiclete, contou, por exemplo, sobre o produto comprado para "dissolver rápido a pele" do menino e não "dar cheiro". Por duas vezes tomou água. Em alguns trechos da fala, pareceu quase sorrir ao buscar na memória algum detalhe questionado pela delegada. Explicou pausadamente o que disse à amiga Graciele quando soube do plano para matar Bernardo: "Eu disse 'pensa bem no que tu vai fazer, olha o risco, né, pensa bem para ser bem feitinho'".

Também descreveu a forma como o menino foi colocado no buraco e o que foi jogado sobre ele.

Em dois momentos foi contundente ao negar o envolvimento de qualquer outra pessoa no crime. Questionada sobre se o pai de Bernardo tinha conhecimento do que Graciele fez, Edelvânia afirmou que não, que ele não sabia. Ao final do depoimento, reforçou para a delegada a informação de que não havia outros envolvidos a não ser ela e Graciele.

Aliás, em mais de um momento ela se interessou em saber se a madrasta havia confessado e se havia jogado a culpa sobre ela. Cinquenta minutos depois de começar a falar, chorou rapidamente. Limpou as lágrimas e seguiu colaborando com a escrivã que se preparava para começar a leitura do depoimento para ela.

Pouco depois, outra mulher que estava na sala perguntou o porquê de ela não ter contado nada antes. Edelvânia chorou novamente e esfregou a barriga. A delegada, então, pediu o contato de alguém da família que pudesse ser avisado sobre a prisão dela.

Leitura do depoimento se deu aos gritos de "justiça"

A validade da confissão de Edelvânia foi muito questionada pelo defensor dela pelo fato de ter sido feita sem a presença de um advogado. A polícia garantiu que ela foi avisada dos direitos constitucionais de ficar calada e de só falar em juízo. De fato, em pelo menos dois momentos, isso foi repetido para Edelvânia na delegacia, durante a gravação.

A leitura do depoimento começa pouco depois de uma hora do início da fala, e a assistente social vai acrescentando mais informações. Aos 71 minutos, a gravação captou gritos oriundo da rua, de pessoas que se aglomeravam na frente da delegacia regional de Três Passos:

— Justiça, assassinos, justiça!

Um médico entra na sala para o exame de lesão corporal,uma praxe que antecede a ida de suspeitos para presídios depois de prestar depoimento à polícia. Ela levanta a blusa, ele examina os pulsos e o pescoço.

Mais uma vez, podem ser ouvidos gritos, mais nítidos. Edelvânia escuta cabisbaixa. É consolada por quem está na sala, que diz que a saída dela será mais tranquila, já que as pessoas não sabem que está ali. O alvoroço na rua seria por conta da presença do pai do menino e da madrasta, suspeitos de ligação com a morte.

Uma hora e 17 minutos depois de a gravação começar, Edelvânia retira o chiclete da boca. Segue a tentativa de leitura do depoimento, interrompida pelo som de telefones celulares tocando e pelo ingresso de pessoas na sala. A gravação é encerrada. Em seguida, um terceiro momento do vídeo começa — a primeira parte, de menos de cinco minutos, captou as informações sobre a qualificação da suspeita, quando ela diz que seu apelido é "Edi" e que tem um anjo tatuado nas costas.

A segunda parte da gravação é o depoimento em si, e a terceira foi a revisão, com leitura e acréscimo de informações. Foi nesta finalização que Edelvânia lembrou de mais um detalhe: que a madrasta lhe contara que havia tentado matar Bernardo o sufoncado com um travasseiro. O fato é registrado e, 33 minutos depois, a leitura é concluída.

Edelvânia, Graciele e Boldrini seguem presos desde 14 de abril. Um irmão da assistente social, Evandro Wirganovicz também foi preso e denunciado por suspeita de ter ajudado a cavar o buraco em que Bernardo foi enterrado. Em depoimento à polícia, Graciele admitiu ter matado Bernardo, mas alegou ter sido por acidente, por excesso de calmantes. Boldrini sempre negou qualquer participação no crime.

Assista à íntegra do depoimento prestado por Edelvânia:

Relembre o caso

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 36 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta, uma amiga dela, identificada como Edelvânia Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.

Posteriormente, o irmão de Edelvânia – Evandro Wirganovicz – foi preso temporariamente por suspeita de facilitar a ocultação de cadáver, crime pelo qual ele acabou denunciado pelo Ministério Público.

Após pedido de aditamento do MP, a Justiça também aceitou a denúncia de Evandro por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e recurso que dificultou defesa da vítima), e decretou sua prisão preventiva.

Fonte: ZH

Publicado em Polícia

Neste domingo, 20, o Fantástico exibe um depoimento inédito. Graciele Ugulini, a madrasta do menino Bernardo, morto com uma injeção letal, em abril passado, dá a sua versão para o que aconteceu. “Eu nunca quis fazer isso”, ela afirma.

Presa em 14 de abril, como suspeita de envolvimento na morte do enteado, ela ficou, de início, na Penitenciária de Ijuí, na Região Noroeste. A Justiça, porém, considerou não haver garantia de segurança para Graciele nas casas prisionais de Santo Ângelo, Ijuí e Cruz Alta, e transferiu a enfermeira para a Penitenciária Feminina de Guaíba, em 3 de maio.

Caso Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.

Fonte: Três Passos News

Publicado em Polícia

O advogado de Jussara Uglione fez novas revelações na manhã desta quinta-feira, 10, sobre o caso envolvendo a morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini, que ocorreu em fevereiro de 2010, em Três Passos.

Marlon Taborda, em entrevista a uma rádio local, colocou em xeque os resultados do inquérito policial ao revelar, entre outros fatos, o surgimento de uma tomografia computadorizada de Odilaine datada e assinada em 12 de maio de 2014, quatro anos depois de o corpo ter sido enterrado.

Segundo Taborda, o documento apareceu de para-quedas no processo, sem ninguém ter solicitado. “Como pode esse documento ter sido feito agora sobre uma pessoa que foi sepultada quatro anos antes?”, questionou o advogado.

Outro fato importante revelado pelo advogado foi o de que havia uma sala secreta com uma porta mais restrita que dava acesso ao consultório do médico Leandro Boldrini. Ele disse que tem informações oficiosas de que também havia outra pessoa além do esposo no local na hora do fato.

Marlon Taborda não descarta a possibilidade de que o assassinato de Bernardo também tenha sido motivado para assegurar a ocultação ou impunidade de outro crime. Segundo o defensor da família Uglione, existe um depoimento no inquérito sobre a morte do menino que possibilitaria a reabertura do caso.

O advogado segue na busca de mais elementos, mas garantiu que existem indícios suficientes para a reabertura do inquérito. Segundo ele, em 2010, a defesa não teve acesso integral ao processo, que foi concluído antes da prova juntada do levantamento fotográfico em que aparece a atadura do cabo do revólver.

Outras revelações sobre o caso foram mostradas na noite de segunda-feira, 7, pelo programa Repórter Record Investigação, entre elas, a de que o médico que periciou o corpo de Odilaine tinha grau de parentesco com Leandro Boldrini, uma vez que sua filha é casada com o primo do pai de Bernardo.

Outros fatos também mostrados pelo programa foram a carta de despedida que não teria sido escrita por Odilaine; resíduos de pólvora na mão esquerda da vítima que era destra; o telefonema anônimo à polícia induzindo o suicídio; a falta de exame residuográfico nas mãos de Leandro Boldrini e o revólver encontrado no chão com o cabo enrolado em um pano.

O Ministério Público ainda não decidiu sobre a reabertura do inquérito policial da morte da mãe de Bernardo, e a delegada da Polícia Civil de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, já se manifestou que não pretende reabrir as investigações a menos que surjam fatos novos.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, Odilaine Uglione, esposa de Leandro Bolrini e mãe de Bernardo, teria cometido suicídio no consultório do médico, em fevereiro de 2010, na cidade de Três Passos. A família de Odilaine não acredita na versão da polícia e, após a morte do menino, tenta reabrir o inquérito policial.

Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Nesse dia, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.

Fonte: Três Passos News

Publicado em Polícia

Pivô de um dos crime de maior repercussão no país em 2014, o médico Leandro Boldrini, preso desde abril na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) pelo assassinato do filho Bernardo, de 11 anos,  foi convocado para uma audiência programada para esta quinta-feira (3) em Três Passos, município do Noroeste do Rio Grande do Sul onde a família residia.

A sessão, porém, não tratará do homicídio, mas de um processo civil movido pela avó do garoto, Jussara Uglione.De acordo com a defesa de Jussara, desde 2010, quando o menino ainda estava vivo, ela move ação contra Boldrini em busca de ressarcimento por bens aos quais o médico supostamente teria se apropriado.

O processo começou a tramitar após a morte da mãe de Bernardo, que, segundo a Polícia Civil, cometeu sucídio quase quatro anos antes da morte do garoto.Será uma audiência de instrução. A avó afirma ter deixado joias e fotografias na casa do médico quando ela planejava morar em Três Passos.

Ela acabou desistindo da ideia após a morte da filha e nunca mais recebeu de volta o material", disse ao G1 o advogado de Jussara, Marlo Taborda. Segundo ele, ainda não há um levantamento preciso sobre o valor total que a avó reivindica. A reportagem tentou contato com a defesa de Boldrini, mas não obteve retorno.

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além do médico, a madrasta Graciele Ugulini, a amiga dela, Edelvania Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo assassinato do menino .

Publicado em Polícia

O médico Leandro Boldrini, acusado da morte do filho Bernardo, de 11 anos, negou a participação no assassinato cometido em 4 de abril. O programa Fantástico, da TV Globo, teve acesso ao depoimento dado pelo réu na última quarta-feira (28) na Penitenciária de Charqueadas, na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul, onde está preso preventivamente, diante de um detector de mentiras.

"Eu não fui o mentor da morte do Bernardo. Eu não planejei. Jamais faria uma coisa destas. Fizeram um troço alheio ao meu conhecimento", disse Leandro.Durante a investigação, a polícia quis que o médico passasse pelo detector, com um perito oficial, mas ele não aceitou.

Nesta semana, como estratégia de defesa, Leandro respondeu a 40 perguntas para um perito que havia procurado o advogado Jader Marques, que representa o acusado. Marques diz que o técnico se ofereceu para fazer o teste de graça porque acreditava na inocência de Leandro.

O Tribunal de Justiça confirmou que a solicitação foi feita por Marques. O Ministério Público Estadual (MP) concordou, fato levado em consideração na decisão judicial. No pedido protocolado na Justiça, a proposta do defensor era submeter o cliente ao teste para verificar a veracidade das informações prestadas.

O equipamento apontou que o médico dizia a verdade ao garantir que não teve participação no crime. Referindo-se à sua mulher, Graciele Ugulini, como "Kelly", ele afirmou que, ao contrário do que apontam a Polícia Civil e o Ministério Público, não contribuiu com a madrasta do filho, acusada de aplicar a injeção letal que o matou."Eu gostava do Bernardo.

Gosto dele até ainda hoje", disse Leandro. "Não financiei a Kelly de maneira alguma para matar o Bernardo. Se ela obteve algum recurso financeiro, foi de forma escusa. Foi de forma que eu não tive o conhecimento", acrescentou, diante do detector de mentiras, que apontou a veracidade na declaração.

Relacionamento da criança com madrasta - Marques ficou frente a frente com o perito. Em duas horas, o médico falou sem se exaltar e nem chorar.

Ele reconheceu que o relacionamento de Bernardo com a madrasta não era bom."As agressões verbais tanto do Bernardo contra ela existiam, dela contra o Bernardo existiam, mas eu nunca presenciei agressão física.

O fato de ela ter interpretado de eu não gostar do Bernardo é o comportamento que era gerado dentro de casa, que era uma coisa que me desagradava e que desagradaria qualquer pai.

O Bernardo não tolerava assim dizer não. Ele não tolerava um 'não'".O detector de mentiras aponta que é verdade que o pai nunca viu a mulher bater no filho. Porém, segundo o laudo, "muito provavelmente Leandro não está sendo verdadeiro quando afirma que Bernardo não tolerava um 'não'".

Ida do menino ao Conselho Tutelar - Leandro foi questionado sobre o que aconteceu depois que o menino, de apenas 11 anos, tomou a iniciativa de ir até o Conselho Tutelar três meses antes de morrer, dizendo que queria mais carinho da família.

"Procurava conversar mais com o Bernardo, dar atenção pra ele. Enfim, ter um contato mais próximo, uma aproximação maior com ele", disse Leandro diante do detector de mentiras, que apontou veracidade.Ao denunciar Leandro pela morte do filho, o Ministério Público apontou que a herança de Bernardo foi um dos motivos do crime. Leandro disse que não quer mais o dinheiro.

"Renuncio a esses bens. Renuncio em favor do Bernardo e em favor da avó", afirmou.Ainda diante do equipamento, Leandro falou como se define. "Acredito que eu seja uma pessoa que seja bem racional, que não se apavora por qualquer tipo de coisa", declarou.

O advogado de Boldrini afirma que já esperava o resultado do depoimento. "O resultado, na minha expectativa, já era esperado. Efetivamente não há elementos da participação de Leandro nesse caso", afirmou.

Eficácia do aparelho é contestada - Detector de mentiras semelhantes ao usado em Charqueadas foram vendidos à Polícia Civil pelo mesmo perito que analisou a fala do médico.

Segundo o fabricante, um programa de computador de tecnologia israelense avalia por meio da frequência de voz se a pessoa diz a verdade.

Para o investigador Demétrio Peixoto, é impossível enganar o sistema.Não tem essa possibilidade porque o sistema é todo baseado na leitura cerebral, na leitura do pensamento", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, Luiz Flávio Durso, discorda. "A ausência de base cientifica é tão grande que esta providência não pode ser considerada uma prova e não tem sustentação de comprovação de resultado", afirmou.

Fonte: G1

Publicado em Polícia

Testemunha-chave do caso Bernardo Boldrini, de 11 anos, morto no Rio Grande do Sul em abril, afirma, em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular, ter ouvido da madrasta do garoto planos para matá-lo.

Leandro Boldrini, pai de Bernardo, e Graciele Ugulini, madrasta, são acusados de assassinar o menino. Também são réus Edelvânia Wirganovicz, que admitiu participação na morte, e Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia.

Sandra Cavalheiro, a testemunha-chave, não conheceu Bernardo, nem o pai do garoto. Ela, porém, foi amiga de Graciele e conta o que ouviu da madrasta antes do assassinato.

— [Graciele] disse assim: ‘Esse guri, para parar de incomodar, só embaixo da terra’. E eu: ‘Está louca, guria? Como assim?’ Daí ela: ‘Como o pai dele diz, ou é no fundo de um poço, ou embaixo da terra’.

Ela contou que, depois de quatro anos sem contato, Graciele a procurou no fim de janeiro. A conversa girou em torno de um único tema: o ódio que a madrasta e o pai nutriam por Bernardo.

— Ela falava que ‘aquele guri’ era um psicopata, um demônio, que corria com faca atrás do pai, atrás dela. [Disse] que teve que colocar câmera no quarto da menina [a meia-irmã de Bernardo, filha de Graciele], pois ele ia matar a criança, a filhinha dela. E que era isso aí: era um psicopata.

Graciele teria revelado à amiga os planos do casal para matar Bernardo.

— Ela e o Leandro queriam ver essa criança morta. Como ele dizia, no fundo de um poço ou embaixo da terra. Ela disse isso com essas palavras. E eu fiquei apavorada. Falei: ‘Está louca, guria? Não é assim, procura um psicólogo”. Ela disse ‘Os psiquiatras largaram mão dessa criança’. E eu: “E a vó materna?’. Ela: ‘Ah, depois que ela viu que é um psicopata, ela também não quer saber’. Foi isso.

Sandra diz que só não denunciou o casal porque não acreditou nas ameaças. Mas, depois do crime, procurou a polícia voluntariamente.

O Domingo Espetacular também conversou com Cecília Renz, técnica de enfermagem que relata o sumiço de ampolas no local onde o casal trabalhava.

— Se sumir de uma em uma, talvez a gente não perceba, né? Mas, naquele dia, eu vi porque foram várias. Inclusive a gente teve que pegar outras para poder fazer os exames daquele dia.

A suspeita é que Bernardo tenha sido assassinado com uma injeção letal.

Fonte: Três Passos News

Publicado em Polícia

A Promotora de Justiça de Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, ingressou com uma Ação Declaratória de Indignidade contra o médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo Ugloni Boldrini, de 11 anos, morto no mês passado, cujo corpo foi localizado dia 14 de abril em Frederico Westphalen.Conforme explicou a Promotora, essa é a ação principal em relação à Ação Cautelar de Indisponibilidade de Bens que havia sido ajuizada anteriormente. No documento, é pedido que Leandro Boldrini seja declarado indigno da herança de seu filho e excluído da posição de herdeiro necessário da sucessão correspondente.Segundo Dinamárcia Maciel de Oliveira, a Ação Declaratória de Indignidade tem por base o fato de Leandro Boldrini ter sido denunciado como mentor do homicídio quadruplamente qualificado e da ocultação do cadáver do próprio filho, tendo por motivação o interesse patrimonial, para não partilhar com ele os bens adquiridos com a falecida mãe da vítima.O MP requer, ainda, a intimação da avó materna de Bernado Uglione Boldrini, Jussara Marlene Uglione, próxima familiar na linha sucessória de sua herança, para que tome ciência da presente ação, deduzindo o que entender cabível.

Fonte: MP RS

Publicado em Polícia

Policiais que atuaram na investigação da morte de Bernardo Uglione Boldrini estão convencidos de que diálogos captados com autorização judicial são fortes indícios da participação do médico Leandro Boldrini na morte do filho.

Trechos das degravações constam do relatório de conclusão da Polícia Civil, ao qual Zero Hora teve acesso.

Em uma ligação que tem como interlocutores familiares de Boldrini, é dito que "a confissão de Graciele ficou mal feita, ficou pior do que se ela tivesse falado a verdade". Graciele Ugulini é mulher de Boldrini e madrasta de Bernardo.

Ao depor, ela se negou a usar o detector de mentiras e inocentou o marido. Familiares do médico também comentam nas conversas sobre possível bloqueio de bens e dizem que é preciso tirar o "quanto antes o que der das contas."Conversas do pai de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo, também foram destacadas como importantes para a investigação.

Em um dos diálogos, ao responder para o interlocutor sobre se Leandro está envolvido no crime, ele diz: "Claro que está." E depois conta que os advogados se reuniram e montaram uma estratégia na qual inocentariam Leandro para ele sustentar elas (Graciele e a outra suspeita, Edelvânia Wirganovicz).

Em conversas que tratavam do mesmo assunto, há registros de que foi feito até o cálculo do tempo de pena que cada uma poderia pegar e, portanto, tempo que Boldrini teria que sustentá-las.Também foi o pai de Graciele que disse em um telefonema que tinha certeza que "Leandro era o mentor e que ele dizia há muito tempo que tinham que se livrar de Bernardo,incutindo essa ideia na cabeça de Graciele."Zero Hora tentou contato com o advogado de Graciele, Vanderlei Pompeo de Mattos, mas não obteve retorno.

O advogado de Boldrini, Jader Marques, disse que "lamentavelmente" a defesa e a OAB não conseguem ter acesso ao inteiro teor dos diálogos.– Um novo pedido foi feito ao TJRS ontem para que a Delegada cumpra a liminar e forneça para a defesa a cópia integral do Inquérito sob pena de ser responsabilizada. Estamos diante de acusações muito sérias, feitas de forma leviana, a partir de trechos de diálogos de familiares, ou seja, pessoas que não têm conhecimento técnico a respeito do que está acontecendo no inquérito e que estão emocionalmente vinculados aos acusados.

O que se poderia esperar do pai de Gracieli, senão que imputasse toda a culpa para Leandro, livrando sua filha? O que existe de errado no diálogo entre os dois irmãos de Leandro, quando referem que a versão de Gracieli ficou pior do que a verdade? Ora, os familiares e a  defesa de Leandro esperavam que ela falasse a verdade sobre todo o ocorrido.

FONTE: CLIC RBS

Publicado em Polícia

Dinamárcia Maciel afirma que o médico patrocinou e autorizou a morte do filho

A promotora de Três Passos, Dinamárcia Maciel, disse em entrevista coletiva na tarde desta quinta, ao expor os detalhes da denúncia do Ministério Público sobre o caso da morte de Bernardo, que Leandro Boldrini, pai do menino, é o mentor intelectual do crime. "O convencimento do MP do Rio Grande do Sul é de que Leandro Boldrini tinha o controle, a decisão sobre a morte do filho. Foi ele quem patrocinou, autorizou o crime. A prova existe".

Além disso, a promotora afirmou que enfermeira Graciele Ugulini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz foram as executoras do crime.  O pai, a madrasta e amiga do casal devem responder por homicídio qualificado – pena de 12 a 30 anos – e por ocultação de cadáver – pena de 1 a 3 anos e multa. Além deles, outras pessoas podem ser denunciadas por falso testemunho e omissão de socorro.

A apresentação da denúncia da promotora de Três Passos, Dinamárcia Maciel, ocorreu às 14h no auditório da Unijuí - mesmo local onde foi divulgado o inquérito policial na terça-feira. Essa foi a última participação de Dinamárcia no caso, já que ela será transferida no mês que vem para São Luiz Gonzaga. Essa transferência foi solicitada antes do desaparecimento do menino. Uma nova promotora, que será apresentada hoje por Dinamárcia, assumirá o caso Bernardo.

Fonte: Correio do Povo

Publicado em Polícia
Pagina 1 de 8

Últimas Notícias




Hoje596
Ontem3974
Mês87435
Visitor IP : 54.196.196.108