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Santo Ângelo -

 

Polícia

Bernardo relatou "indiferença e desamor" do pai ao Ministério Público

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O menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, encontrado morto na noite de segunda-feira, esteve no Ministério Público de Três Passos em janeiro relatando detalhes de sua rotina: se queixava de indiferença por parte do pai e da madrasta. Na conversa com a promotora da Infância e Juventude de Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, Bernardo chegou a apontar duas famílias da cidade com as quais gostaria de morar.

A suposta "negligência afetiva" em relação a Bernardo chegou ao conhecimento do MP em meados de novembro, quando um expediente para apurar o caso foi instaurado. A promotora pediu informações a órgãos da rede de proteção, como Conselho Tutelare escola, e fez levantamento sobre familiares que poderiam ter a guarda do menino.

Em janeiro, Bernardo foi levado ao MP por um agente da rede de proteção. Negou sofrer maus-tratos físicos e violência, mas disse que o pai era indiferente e que a madrasta implicava com ele. No final de janeiro, a promotora ingressou com ação na Justiça pedindo que a guarda provisória fosse dada para a avó materna, em Santa Maria.

O juiz entendeu por marcar uma audiência com o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, que ocorreu no começo de fevereiro. Durante a conversa, o pai admitiu falhas, disse que trabalhava demais e pediu uma chance de reaproximação com o filho. Bernardo também aceitou: "vamos tentar", disse na ocasião o menino.

Conforme a promotora, foi estipulado um prazo para uma nova avaliação da situação. Desde então, nenhuma informação sobre problemas na relação chegou ao MP. Dinamárcia destacou que em toda a apuração não surgiu qualquer indício de que o menino corresse perigo ou estivesse sofrendo violência.

— Eu reputo essa tragédia ao imprevisível. Fizemos tudo que estava ao nosso alcance e saímos da audiência com esperança naquela relação — disse a promotora.

O caso que abalou Três Passos

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no último dia 4, uma sexta-feira, em Três Passos. De acordo com o pai, ele teria ido à tarde a Frederico Westphalen com a madrasta para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite desta segunda-feira, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen. O pai, Leandro Boldrini, 38 anos, a madrasta e uma terceira pessoa foram presos suspeitos de participação na morte da criança.

O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, 38 anos, é médico e atua como cirurgião-geral no hospital do município. Ele também é proprietário da Clínica Cirúrgica Boldrini. Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de um ano. Ele estudava no turno da manhã no Colégio Ipiranga, instituição particular.

fonte: Clic RBS

Lido 520 vezes Última modificação em Terça, 15 Abril 2014 17:04

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