JORNAL TRIBUNA

De pedreiro a herói



De pedreiro a herói
Foto: Eugenio Thomas - GaúchaZH

Um ato realizado pelo pedreiro Anderson Rodrigues da Silva, 25 anos, de Santa Rosa está ganhando notoriedade em todo o país. Na quarta-feira, 10, o pedreiro salvou a vida do menino Richard dos Santos Tavares, 7 anos, quando o apartamento em que a criança vivia com os pais, na Travessa República, estava em chamas.

Nesta sexta-feira, 12, o pedreiro concedeu entrevista ao comunicador Hogue Dorneles, durante o Programa Aldeia Global da Rádio Sepé – AM 540 e relatou como foram os minutos que antecederam o resgate da criança e o que o motivou a realizar tal ato em meio ao fogo.

Anderson destacou que foi alertado por um colega de trabalho de que um apartamento estaria pegando fogo, quando os dois saíram da obra há cerca de 300 metros do local para ver o que estava acontecendo. Ao olhar para a estrutura em chamas Anderson disse ter visto o menino e pensou: “não pode ser verdade”.

Na sequência, correu entre os carros na rua, escalou a parede do imóvel, arrancou as grades da janela e conseguiu retirar a criança.

– Fiz uma coisa sem pensar, foi por Deus. Depois que estava lá em cima só pedia a Deus que não me deixasse cair –, afirmou Anderson acrescentando que os pedidos de socorro de Richard lhe deram um ânimo para arrebentar as grades do apartamento com o peso do próprio corpo, pois, o fogo já estava no mesmo ambiente do menino.

Anderson relatou ainda que o encontro com os pais do garoto foi emocionante. No momento do incidente, o pai do menino, Rosauro dos Santos Tavares, 47 anos, estava atendendo na loja de assistência técnica da família, no andar térreo do imóvel que pegou fogo e a mãe Carla Regina Padoan, 30 anos, estava trabalhando a uma quadra do local.

Richard assistia a um desenho no quarto quando as chamas teriam iniciado e o menino teria tido dificuldade para sair da casa na tentativa de salvar os dois animais de estimação: a caturrita Nica e o cachorro Nico.

As causas do incêndio ainda não foram identificadas. A mãe do menino acredita que o fogo tenha iniciado na garagem, atingindo o teto e se alastrado para a casa no segundo piso. A assistência técnica, onde Rosauro trabalhava não  foi atingida pelo fogo, porém, com o trabalho do Corpo de Bombeiro para resfriar as paredes do imóvel tudo foi molhado. Na residência não restou nenhum móvel inteiro.

Agora, a comunidade de Santa Rosa está mobilizada e realizando doações para as famílias de Richard e de Anderson.


Fonte: Jornalismo da Rádio Sepé com informações do Zero Hora



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