JORNAL TRIBUNA

Operação da Polícia Civil prende acusados de estorquir agricultores por supostos crimes ambientais.



Operação da Polícia Civil prende  acusados de estorquir agricultores por supostos crimes ambientais.

A delegacia Regional de Polícia Civil, com sede em Ijuí, desencadeou no início da manhã de hoje, 19, a Operação “Achaque”. O objetivo foi combater os crimes de concussão falsidade ideológica e associação criminosa cometidos por policiais militares do pelotão ambiental de Santo Ângelo,   Foram cumpridos dois mandados de prisão de brigadianos e seis de busca e apreensão. O grupo composto por um sargento, um soldado e um funcionário público vitimava agricultores da região. Os policiais militares se dirigiam as propriedades rurais constatavam dano ambiental, superdimensionavam esse dano utilizando o nome do Ministério Público, diziam que a infração acarretaria em prisão e altíssima multa. Eles exigiam propina para emitir autos de constatação falsos e minorar a extensão do dano constatado, reduzindo a multa e teoricamente livrando o agricultor da prisão.  

Os dois brigadianos envolvidos na operação Achaque, usavam o nome do Promotor de Justiça de Catuípe e do Poder Judiciário para coagir os agricultores. Em alguns momentos recebiam dinheiro vivo ou cheques. Em outras o pagamento era feito via depósito bancário. Receberam também carne de gado e até suínos. Elementos de informação apontaram que as vantagens indevidas eram apelidadas de "boleichon", referindo-se a um termo coloquial conhecido no meio policial como "bola",que significa propina.

O líder do grupo criminoso é o soldado. Ele quem emitia as ordens e articulava as coordenadas. O sargento atuava como seu subordinado no esquema criminoso. Já o terceiro integrante, funcionário público municipal, utilizava sua conta bancária para recebimento de depósitos, formando, uma associação criminosa armada. A pena para os envolvidos pode chegar a quatro anos e meio de prisão.

 A Polícia Civil informou que está tratando os agricultores como vítimas dessas extorsões praticadas pela quadrilha desarticulada pela operação Achaque. Destaca que o prazo para conclusão do Inquérito Policial é de 10 dias. A polícia frisa que se mais agricultores foram vítimas, procurem imediatamente a Delegacia de Polícia Civil da sua cidade ou a de Catuípe. As investigações duraram sete meses. Participam da operação 25 agentes e oito delegados.


Fonte: Polícia Civil de Ijuí
  • Delegado Bruno Souza Oliveira coordenou as investigações. Foto:HoraH.



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